NÃO SE ESQUEÇA: COMA MENOS
O segredo para uma memória afiada na terceira idade é manter a boca fechada, foi o que mostrou um novo estudo que relacionou pela primeira vez - palavra dos autores - essa função cognitiva e dieta.
Nos últimos anos, estudos sobre a redução calórica têm apresentado resultados dúbios ou conflitantes. Alguns, feitos em roedores, indicam que comer menos previne doenças neurodegenerativas; outros, em humanos, apontam para uma relação direta entre restrição calórica e aumento da longevidade. No entanto, o artigo de Agnes Flöel, da Universidade de Münster (Alemanha), e colegas está sendo indicado como o primeiro a relacionar a restrição calórica com a melhora da memória.
Um total de 50 pacientes (média de 60 anos de idade e com peso normal ou leve sobrepeso) foi dividido em três grupos:
I) os que continuaram comendo normalmente;
II) os quecortaram 30% das calorias nas refeições;
III) os que acrescentaram às refeições gorduras poli-insaturadas (presentes no azeite de oliva, nas castanhas e nos peixes, por exemplo).
O estudo estendeu-se por três meses.
Ao final, testes de memória mostraram que os pacientes do segundo grupo obtiveram resultados, em média, 20% mais altos que os outros voluntários. Também foram encontrados nesses voluntários níveis mais baixos de insulina. Estudos indicam que isso é um bom indicador de que o organismo se tornou mais eficiente em "queimar" açúcar, o que pode trazer benefícios para o cérebro. O problema é justamente quando o cérebro se torna resistente a esse hormônio.
Os pesquisadores não conseguiram saber, no entanto, se os benefícios foram maiores para o grupo com peso normal ou para aqueles com sobrepeso, pois não havia número suficiente de participantes para essa conclusão. O próximo passo da equipe é ver se essa restrição calórica funciona para pacientes portadores de distúrbios cognitivos leves.
Nos últimos anos, estudos sobre a redução calórica têm apresentado resultados dúbios ou conflitantes. Alguns, feitos em roedores, indicam que comer menos previne doenças neurodegenerativas; outros, em humanos, apontam para uma relação direta entre restrição calórica e aumento da longevidade. No entanto, o artigo de Agnes Flöel, da Universidade de Münster (Alemanha), e colegas está sendo indicado como o primeiro a relacionar a restrição calórica com a melhora da memória.
Um total de 50 pacientes (média de 60 anos de idade e com peso normal ou leve sobrepeso) foi dividido em três grupos:
I) os que continuaram comendo normalmente;
II) os quecortaram 30% das calorias nas refeições;
III) os que acrescentaram às refeições gorduras poli-insaturadas (presentes no azeite de oliva, nas castanhas e nos peixes, por exemplo).
O estudo estendeu-se por três meses.
Ao final, testes de memória mostraram que os pacientes do segundo grupo obtiveram resultados, em média, 20% mais altos que os outros voluntários. Também foram encontrados nesses voluntários níveis mais baixos de insulina. Estudos indicam que isso é um bom indicador de que o organismo se tornou mais eficiente em "queimar" açúcar, o que pode trazer benefícios para o cérebro. O problema é justamente quando o cérebro se torna resistente a esse hormônio.
Os pesquisadores não conseguiram saber, no entanto, se os benefícios foram maiores para o grupo com peso normal ou para aqueles com sobrepeso, pois não havia número suficiente de participantes para essa conclusão. O próximo passo da equipe é ver se essa restrição calórica funciona para pacientes portadores de distúrbios cognitivos leves.
PNAS, v. 106, pp. 1.255-1.260, 2009